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Como cuidar de sua saúde mental
17/01/2022
09h e 43min
A saúde mental é determinada por diversos fatores: biológicos que causam alterações no organismo; fatores genéticos, relacionados a história familiar, fatores psicossociais, como os relacionamentos abusivos, fatores econômicos como a perda de emprego, a falência da empresa, eventos estressantes como a separação dos pais, a morte de pessoas próximas, entre outros fatores. E deve-se levar em consideração também a personalidade de cada um.

Conforme, a Psicóloga Clínica do Ambulatório de Especialidades do Hospital São Francisco, Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e em Transtornos Alimentares e Obesidade, Cristina Couto Tavares, a saúde mental deve ser observada continuamente. “A campanha janeiro branco é uma forma de conscientizar as pessoas em relação aos cuidados com a saúde mental. Foi escolhido o mês de janeiro, pois é o primeiro mês do ano, onde geralmente as pessoas fazem planos e metas para o próximo ano e também uma reflexão do ano que passou”. 

O chamado Janeiro Branco é uma iniciativa criada em 2014, por um grupo de psicólogos em Minas Gerais. A Saúde deve compreender um estado completo de bem estar físico, emocional e social e não apenas a ausência de doenças. Cuidar da saúde mental, evita o desencadeamento de diversas doenças, é uma necessidade. Assim como nosso corpo adoece, nossa mente também pode adoecer. Cuidar da saúde mental é um exercício diário e uma construção permanente. 

Estatísticas 

Segundo estudos e pesquisas, mais de vinte milhões de brasileiros possuem algum tipo de transtorno mental. Segundo a OMS, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo e o segundo mais depressivo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Alguns estudos revelam que a cada 45 minutos uma pessoa comete suicídio no Brasil e 90 % dos casos estão relacionados a algum transtorno mental. 

As doenças mentais incapacitam muitos trabalhadores. Para Cristina Tavaves, sabe-se que a prevalência do desenvolvimento de alguns transtornos costuma aparecer na fase adulta, a partir dos 20 anos. “Na infância é possível identificar alguns transtornos, como o espectro autista e o TDAH. Já a esquizofrenia raramente irá aparecer antes dos 10 anos e depois dos 50 anos. A fase da adolescência, que é marcada por muitas transformações e informações, podem desenvolver transtornos de ansiedade, estresse e depressão.  Já na fase adulta, com novas preocupações, pode desenvolver transtornos ansiosos, síndrome de Burnout, depressão e TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).  E mesmo na terceira idade, com o afastamento dos filhos, impossibilidades, diagnóstico de doenças pode também desenvolver alguns transtornos, como a depressão”, destaca.

Vilões da saúde mental 

A psicóloga elenca alguns vilões da saúde mental. “De maneira geral, seriam os maus hábitos, a falta ou privação de sono, o tempo que passamos nas redes socias, pois pode intensificar alguns sintomas, podendo assim aumentar nosso estresse e preocupação, o sedentarismo, as condições de trabalho. Os transtornos mais comuns seriam o estresse, a ansiedade e a depressão”.

Ter uma mente saudável não é simplesmente a ausência de um transtorno psiquiátrico. Tem a ver com qualidade de vida, capacidade de mudar sempre que possível e se adaptar quando necessário. Ser mentalmente saudável é estar em paz com sua história e consigo mesmo.  Olhar para sua saúde de forma integra, corpo e mente. Sendo uma tarefa diária. 

Não há idade para o desenvolvimento de transtornos mentais, também não há uma idade especifica para buscar ajuda. Conforme Cristina, “a partir do momento que perceber dificuldades para lidar com algumas situações, trazendo prejuízos e sofrimento na vida quando perdemos a capacidade de escolha, é o momento de buscar ajuda”. 

Para a psicóloga, o momento certo, é quando aceitamos ser ajudados. Estar aberto a entrar em contato com as emoções, medos, sentimentos e estar disposto a mudanças e ao autoconhecimento. 

Sinais de alerta 

Alguns sinais devem ser observados com cuidado: a falta de prazer na vida e nas atividades, cansaço continuo, excesso de preocupação e ansiedade, comprometimento com o sono e alimentação, alterações no humor sem causa aparente, dificuldades de enfrentar determinadas situações e de estabelecer uma rotina. 

Geralmente a pessoa passa a procrastinar, busca cada vez mais o isolamento; quando o mundo passa a ser cinza, sem cor. Na adolescência e na infância por exemplo, devemos ficar atentos a sinais de mudanças no comportamento, como irritabilidade, alterações no sono e apetite além de possíveis dificuldades nos relacionamentos e aprendizado.

Diagnóstico 

O psicodiagnóstico pode ser realizado através da avaliação psicológica. Para Cristina, com uma escuta treinada e capacitada, é possível identificar as queixas do paciente e seus sintomas, assim como a forma como ele se percebe, como percebe ao outro e ao mundo. O diagnóstico tem como objetivo estabelecer a melhor forma de tratamento, quais estratégias e instrumentos serão utilizados e cada indivíduo é um ser único e deve ser visto e respeitado na sua individualidade. “O diagnóstico pode nos ajudar a pensar e estabelecer um plano de ação.  Na terapia Cognitiva Comportamental, trabalha-se com a psicoeducação, e tem como objetivo informar que o quê o paciente sente tem um nome, entender o que está acontecendo com ele naquele momento. Explica-se ao paciente os sintomas, com a ideia de familiarizar em relação ao transtorno, quando presente, além de educar quanto ao tratamento proposto e também para melhor adesão. O diagnóstico, é um direcionamento para o tratamento mais adequado e eficaz”.

O tratamento dos transtornos mentais de forma geral, é feito através da psicoterapia e da intervenção medicamentosa. A psicoterapia quando realizada em conjunto com a psiquiatria costuma ter bons resultados. Enquanto que na psicoterapia é possível identificar as disfunções cognitivas que afetam as emoções e o comportamento e também as crenças e padrões de pensamentos e assim trabalhar na reestruturação cognitiva. A terapia atua nas causas e gatilhos e em alguns casos a participação da família se faz necessário, para entender o quadro do paciente e como ajudá-lo. 

Dicas para cuidar de sua saúde mental

A Terapia Cognitiva Comportamental, entende que há uma estrita relação entre pensamento, emoção e comportamento. Dessa forma, as emoções estão ligadas a forma como nos comportamos diante de determinadas situações. 

A psicóloga entrevistada, Cristina Couto Tavares, listou algumas dicas para cuidar de sua saúde mental: 

1 – Dedique tempo para si, faça uma reflexão referente as áreas da sua vida. Qual está precisando de mais atenção. Torne essa área uma prioridade e estabeleça rotinas. 

2 - Cuide de sua saúde física, o que irá refletir na sua saúde mental. Se mantenha ativo e respeite seus limites! Mantenha uma alimentação saudável e você terá disposição.

3 - Não deixe de buscar ajuda, você não precisa resolver tudo sozinho. Cuide de seus pensamentos, pois muitas vezes estamos presos em situações do passado ou no futuro e deixamos de estar no presente! Aceite aquilo que você não pode mudar e se comprometa com o que se pode mudar.

4 – Tenha um sono de qualidade, isso interfere no seu organismo, humor, produtividade.

5 – Tenha relações sociais agradáveis, de pessoas que você gosta, que tem as mesmas crenças, valores e que te fazem crescer. 

6 – Reconheça suas necessidades, não se deixe em último plano, se respeite, não exija demais de você, não seja severo, o carrasco de sua própria vida. Não tem como acertar sempre e ser perfeito o tempo todo. 

7 – Aceite que você pode ser o mais organizada possível, mas as coisas podem sair do seu controle. Você não tem o controle de tudo. Tenha um plano B, C, D.

8 – Se expresse, reconheça e identifique suas emoções. Invista em autoconhecimento. Reprimir as emoções ou ignorá-las não resolve o problema. 

9 - Falar sobre o problema traz certo alivio e permite evoluir e solucionar determinadas questões. Falar das emoções traz maior clareza e consciência dos pensamentos. Quando identificar as emoções, aprenderá a lidar com elas e ajustar o comportamento e também proporcionar relacionamentos interpessoais mais saudáveis.

10 - Procure ajuda profissional para não expor sua intimidade. O psicólogo tem o dever de confidencialidade.

Fonte: Rádio Rural


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